Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Quando era menina

Em menina, recordo que havia duas cozinhas na casa da minha avó Florencia com duas lareiras altas, onde o lume estava sempre vivo e de cada lado havia dois banquinhos, um dos quais me pertencia.

Por cima da minha cabeça, com torcida mergulhada no azeite, estava uma candeia, que me alumiava enquanto lia ou fazia os deveres escolares.

Aí por volta das nove horas da noite, havia uma tijela de café de mistura com pão de milho esfarelado. Como era bom encontrar um pouco de açucar no fundo...

Como era feliz com tão pouco!

Rosas Bravas

Num canto silencioso do coração

Oiço um grito que o tempo guarda

Uma música, um hino, uma celebração

Ao amor que chegando tarde, não tarda

O que oiço é então o calor das palavras

Doces, macias como veludo

E um aroma na memória a rosas bravas!

Lembro, relembro quase tudo!

Nesse canto há ainda um fogo não apagado

Onde nasce um sol em cada madrugada

E vacilando mergulho no passado

Para evitar cair numa solidão forçada.



publicado por rosafogo às 17:55
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