Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
À minha Aldeia (Lapas)

A minha aldeia, quando dela me recordo é sempre com saudade da juventude.

O Sol  era magnífico, pela manhã tudo brilhava com tamanha intensidade que as crianças eram felizes. No rio Almonda que passava na nossa horta, havia  peixes de vários tamanhos nas àguas transparentes . Recordo  as mulheres a lavar no rio, onde eu também muitas vezes lavei.

As hortas tinham imensas arvores de fruta variada, às quais trepávamos para comer logo ali.

As horas batiam na torre da igreja e ouviam-se por toda a aldeia, mas a minha avó, sabia sempre as horas e as meias, na sombra duma parede da casa.

No centro da aldeia num largo, rodeado de tabernas e mercearias, juntavam-se os homens,

velhos e novos para pôr a conversa em dia, enquanto as raparigas íam à fonte enchiam as

enfusas e punham -nas à cabeça, meneando assim o corpo quando passavam por eles .Lembranças boas, difíceis de apagar da memória. As portas estavam sempre abertas,não havendo rádios, as raparigas enchiam a aldeia, com as suas cantorias enquanto faziam a lida doméstica. Eram raros os carros, nas ruas que não eram pavimentadas, viam-se carroças puxadas por mulas.

Seis anos de estudo na Vila de Torres Novas, agora cidade, sempre fiz o caminho da aldeia

para a escola Industrial a pé exactamente por não haver carreiras.

Hoje fiz um poema dedicado à minha terra.

 

 

 

A Minha aldeia

Como te sinto na lembrança!

Aldeia amada!

Fico a olhar-te, como em criança

Com uma magia acrescentada.

Sinto-me sedenta da tua fonte

Tenho falta da tua claridade

Em sonhos atravesso a ponte

Do rio tenho saudade!.

Aldeia como te sinto!

Moldei-te na minha lembrança

É bela a imagem que pinto

De ti. Bem à tua semelhança!.



publicado por rosafogo às 21:59
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